Para ler a tradução em português continental, dê um clique aqui Contatos: Em Washington: Carl Hanlon 202-4738087 chanlon@worldbank.org Amy Stilwell 202-4584906 astilwell@worldbank.org WASHINGTON, 6 de outubro de 2008 – A forma como o mundo procura solucionar seus problemas econômicos precisa ser repensada em meio à crise global, inclusive transformando o Grupo dos Sete em um Grupo de Coordenação que empodere os Estados que sejam potências econômicas em crescimento, afirmou Robert B. Zoellick, Presidente do Grupo Banco Mundial. Referindo-se à s próximas eleições, Zoellick afirmou que o novo Presidente terá de ir além do “tiroteio da estabilização financeira†para abordar as “conseqüências econômicasâ€. Quem ganhar a Casa Branca deverá trabalhar com outros na modernização do sistema multilateral, uma vez que é preciso haver uma maior responsabilidade compartilhada para o funcionamento sadio e eficaz da economia global de hoje. “O G-7 não está funcionando. Precisamos de um grupo melhor para uma época diferente†afirmou Zoellick em um discurso ao Peterson Institute for International Economics em Washington, D.C. “Em matéria de cooperação financeira e econômica devemos considerar um novo Grupo de Coordenação, incluindo o Brasil, China, Ãndia, México, Rússia, Arábia Saudita, Ãfrica do Sul e o atual G-7.†Falando antes das Reuniões Anuais do Grupo Banco Mundial, Zoellick afirmou que o novo Grupo de Coordenação deveria ser mais do que apenas substituir o G-7 com um número fixo de G-14, uma vez que isso significaria usar os métodos do mundo antigo para refazer o novo. O Grupo de coordenação deveria evoluir para adaptar-se à s circunstâncias em evolução, incluindo novas potências emergentes, servindo ao mesmo tempo de rede para uma interação freqüente. “Precisamos de um Facebook (website de relacionamento) para uma diplomacia econômica multilateralâ€, afirmou Zoellick. Advertindo para os efeitos da crise financeira, Zoellick disse: “Os eventos de setembro podem ser considerados como o ponto-chave para muitos paÃses em desenvolvimento. A queda nas exportações, bem como no fluxo de capitais, provocará um declÃnio nos investimentos. A desaceleração do crescimento e a deterioração das condições financeiras, juntamente com o aperto monetário, trarão consigo fracassos de empresas e possivelmente emergências bancárias. Alguns paÃses serão levados a uma crise da balança de pagamentos. Como sempre, os mais pobres são os mais indefensáveis.†O ex-diplomata americano, negociador de comércio e executivo financeiro afirmou que o multilateralismo econômico precisa ser redefinido além de seu enfoque tradicional no financiamento e comércio. Hoje a energia, a mudança climática e a estabilização de Estados frágeis e em pós-conflito são questões econômicas e não apenas parte do diálogo global sobre segurança e meio ambiente. Zoellick disse que o Novo Multilateralismo deve atribuir valor igual ao desenvolvimento no tocante ao financiamento internacional, caso contrário o mundo permanecerá um lugar instável. No entanto, o sistema de ajuda não está funcionando suficientemente bem e precisa para mover-se muito mais rápida e eficazmente, a fim de ajudar os mais vulneráveis ao surgir a crise. O Grupo Banco Mundial também precisa de reforma. Zoelick anunciou a criação de uma Comissão de Alto NÃvel sob a direção de Ernesto Zedillo, ex-Presidente mexicano, para considerar a modernização da governança no Grupo Banco Mundial. Abordando as conversações multilaterais de comércio, Zoellick disse que a Rodada de Doaha “bateu contra as pedras†e os paÃses deveriam, portanto, considerar a facilitação do comércio como outra forma de reduzir os custos do comércio. “Existem oportunidades para cortar custos do comércio muito além das impostas pelas tarifas e outras barreiras comerciaisâ€, afirmou ele. Descrevendo os mercados de energia mundial como uma “desordemâ€, Zoellick propôs uma “negociação global†entre produtores e consumidores de energia. Ambos os lados poderiam compartilhar planos para expandir suprimentos, melhorar a eficiência e reduzir a demanda; prestar assistência aos pobres em matéria de energia; e considerar como essas polÃticas se relacionam com as polÃticas de produção do carbono e mudança climática. “Poderia haver um interesse comum em administrar uma faixa de preços que concilie interesses durante a transição para estratégias de menor emissão de carbono, um portfólio mais amplo de suprimentos e maior segurança internacionalâ€, afirmou Zoellick. Zoellick disse que o Grupo Banco Mundial está desenvolvendo uma iniciativa de Energia para as Pessoas de Baixa Renda com diversos doadores, a fim de ajudar os paÃses mais pobres a atenderem à s necessidades de energia de formas eficientes e sustentáveis.
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