Presidente do Banco Mundial Considera que os Pobres de Ãfrica Estão Ainda Vulneráveis à Crise e que é Importante Criar Bases para Crescimento no Futuro

Disponible en: français, English
Communiqué de presse n°:2010/252/AFR

Contatos:
Washington, DC: Eric Chinje, +1-202-458-8418
echinje@worldbank.org
Herbert Boh, +1-202-473-3548
hboh@worldbank.org
Freetown: Mohamed Sidie Sheriff, +232-22-227-555
msheriff@worldbank.org
Abidjan: Joelle Boa Thiemele, +225-22-400-400/7
jthiemele@worldbank.org
Adis Abeba: Gelila Woodeneh, +011-662-7700
gwoodeneh@worldbank.org

Adis Abeba, 2 de Fevereiro, 2010 – Os efeitos das crises globais que afectaram a alimentação, combustíveis e economia continuarão a ser sentidos pelos povos de Ãfrica durante algum tempo ainda e é importante persistir nos esforços para proteger os mais vulneráveis, ao mesmo tempo que se criam bases para maior produtividade e crescimento no futuro, declarou esta terça-feira o Presidente do Grupo do Banco Mundial Robert B. Zoellick.

Ao terminar uma viagem de oito dias, abrangendo três nações, Zoellick afirmou que o sucesso depende de o continente se tornar num destino mais atraente para o investimento, de um adequado apoio por parte dos doadores, sobretudo em países que emergem de recentes conflitos, e de uma colaboração com os africanos que garanta que cada dólar gasto tenha um impacto na redução da pobreza.

“Enfrentamos ainda consideráveis riscos em 2010 e precisamos de trabalhar para reparar os danos provocados em vidas humanas pela crise económica global,†afirmou Zoellick ao terminar uma visita que o levou até à Serra Leoa, Costa do Marfim e Etiópia.â€Simultaneamente, precisamos de garantir que as taxas de crescimento muito positivas que Ãfrica registou nas últimas duas décadas não foram uma situação de excepção, e que serão instituídas as bases para a produtividade e o crescimento futuros, de forma a ultrapassar a situação de pobreza no continente.â€

O Presidente Zoellick disse ainda que o Banco Mundial, trabalhando com parceiros da ONU e outros, ajudou os países através da criação de redes de protecção social, como os programas alimentares nas escolas e os programas de remuneração de trabalho “cash for workâ€. Para acorrer a dificuldades a mais longo prazo, fez um apelo a investimentos em toda a Ãfrica, para alargar a sua quota de comércio global e intra-africano, promovendo simultaneamente a integração regional e a criação de infra-estruturas essenciais de energia, transportes e irrigação, indispensáveis para promover a agricultura e as indústrias transformadoras.

“Deixo Ãfrica impressionado com as medidas que muitos governos tomaram para enfrentar a crise económica global, mas consciente também de que os governos e os seus parceiros, como o Grupo do Banco Mundial e outros, têm de trabalhar ainda mais para incrementar oportunidades e melhorar as perspectivas de crescimento económico. O progresso que na generalidade, verifiquei na região, e mesmo em países em situação de fragilidade ou pós-conflito, confirma a minha fé no potencial de Ãfrica para se tornar em mais uma fonte de crescimento para a economia mundial,†disse Zoellick.

No decorrer de um pequeno-almoço de trabalho, organizado nos bastidores da cimeira da UA pelo Presidente Zoellick e pelo Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento Donald Kaberuka, líderes africanos concordaram quanto à necessidade de um maior esforço, não só para a eliminação das muitas barreiras a maior investimento do sector privado na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), como também para uma expansão mais generalizada do sector privado nos seus países. O sector privado tem vindo a impulsionar o progresso tecnológico em todo o continente, investindo cerca de USD 60 mil milhões entre 1998-2008 nas TIC. Sessenta e cinco por cento dos africanos têm a acesso a redes de comunicação sem fios, e cerca de 400 milhões de telemóveis estão presentemente em uso.

O Banco Mundial assinou um Memorando de Entendimento com a Microsoft em Adis Abeba para ajudar Ãfrica a manter-se a par dos sistemas tecnológicos em constante mutação, aumentar o acesso das pequenas empresas africanas às TIC, e alargar o apoio à transferência de pequenas remessas para Ãfrica.

Os líderes africanos participantes na cimeira bianual em Adis Abeba, receberam garantias do continuado apoio do Grupo do Banco Mundial às suas iniciativas para estimular as próprias economias e para aproveitar uma retoma no crescimento e no comércio global. Foi também confirmado o apoio para projectos destinados a fornecer electricidade fiável, limpa e económica a lares e a empresas, através do aproveitamento de formas de energia renovável como a hídrica, solar e do vento e para o melhoramento da eficiência da termo-energia, e para enfrentar as alterações climáticas.

O Presidente Zoellick disse aos líderes presentes que o Banco Mundial estava a desenvolver uma acção pioneira no sentido de atrair investidores privados a Ãfrica. A Empresa de Gestão de Activos da SFI estava a angariar e gerir capitais privados para co-investimentos no continente. A SFI espera, nos próximos meses, concretizar um Fundo de USD 500 milhões para a Ãfrica Subsariana, América Latina e Caraíbas, que tomará posições no capital de empresas nestas regiões. Esperava também concretizar um Fundo de Capitalização para Ãfrica que invista em bancos de importância sistémica.

Zoellick, que estava acompanhado pela Vice-presidente do Banco Mundial para a Região Ãfrica, Obiageli Ezekwesili, declarou que esta sua viagem se destinava a ouvir e a aprender com os líderes africanos, bem como com um grupo representativo de parlamentares, representantes de governos locais, sector privado, sociedade civil, mulheres e grupos de jovens de Ãfrica. Ao longo da viagem, membros de governos, representantes do sector privado, outras agências doadoras e representantes da sociedade civil, frisaram a necessidade de criar empregos, sobretudo para os jovens e as mulheres; de reforçar o empreendedorismo; de promover a reconciliação e encorajar instituições estáveis e eficazes. Estas acções são particularmente necessárias em cenários pós-conflito, onde iniciativas mais abrangentes, políticas, sociais e económicas, são de importância crucial para alargar as oportunidades de ultrapassar a situação de pobreza.

O Grupo do Banco Mundial empenhou uma verba recorde de USD 88 mil milhões, em todo o mundo, em empréstimos, doações, investimentos de capital e garantias, desde que a crise económica global estalou, em meados de 2008. A AID, que contribui com doações e empréstimos sem juros aos 79 mais pobres países do mundo, metade dos quais se situam em Ãfrica, comprometeu uma verba de USD 7,8 mil milhões para países da Ãfrica Subsariana no ano fiscal 2009, um aumento de 36 por cento em relação ao ano anterior. O braço do Banco para o sector privado, a SFI, que concede investimentos e serviços de consultoria ao sector privado nos países em desenvolvimento, viu os seus compromissos em Ãfrica subirem para USD 1,82 mil milhões em 2009, em comparação com USD 445 milhões em 2005.




Permanent URL for this page: http://go.worldbank.org/03UDWFLHT0