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O último relatório do Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Mundial e Fórum Económico Mundial, passa em revista a competitividade africana
O relatório conclui que o desenvolvimento financeiro e o comércio livre são essenciais para ultrapassar a crise; e os melhoramentos infra-estruturais, saúde & educação e governação, continuam a ser, a médio prazo, as chaves para uma maior competitividade
O relatório traça perfis detalhados da competitividade e investimento em muitos países africanos
Faça o download do relatório completo, destaques, sumário, perfis de países, classificações e mais, em: http://www.worldbank.org/ACR09
Cidade do Cabo, ÁFRICA DO SUL, 10 de Junho, 2009 – As empresas africanas podem tornar-se muito mais competitivas, mas é preciso que os governos de África e os seus parceiros internacionais agilizem o acesso ao financiamento, resistam a pressões para levantar barreiras ao comércio, tornem mais eficientes as infra-estruturas, melhorem os serviços de saúde e de educação e consolidem as suas instituições.
As conclusões, publicadas hoje no lançamento de um novo e desenvolvido relatório The Africa Competitiveness Report 2009, (Relatório sobre a Competitividade em África 2009) reflectem o trabalho conjunto de três instituições – o Fórum Económico Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Mundial. O limitado acesso a serviços financeiros continua a ser um grande obstáculo para as empresas africanas, mas as infra-estruturas subdesenvolvidas, os limitados serviços de saúde e educativos e as débeis estruturas institucionais são também factores que tornam os países africanos menos competitivos no mercado global. O relatório aponta também para uma série de histórias de sucesso na região, que são exemplos do que os países podem fazer para melhorar o clima de negócios.
O relatório, elaborado em conjunto, foi publicado na abertura do Fórum Económico Mundial, que decorre entre 10 e 12 de Junho na Cidade do Cabo, África do Sul. É o segundo relatório sobre o clima de negócios na região, destacando os conhecimentos e experiência existentes nestas três organizações. O relatório apresenta também uma visão integrada dos desafios políticos que as nações africanas enfrentam na construção de uma base para um crescimento e prosperidade sustentáveis.
O relatório destaca dois temas políticos de curto prazo e três a mais longo prazo, para melhorar a competitividade das economias africanas. Os dois temas de curto prazo são:
Aumentar o acesso ao financiamento através de políticas que favoreçam o mercado. Os sistemas financeiros de África têm vindo a crescer e a aprofundar-se em anos recentes, mas a presente crise global ameaça inverter esta tendência e minar os recentes progressos. Torna-se agora ainda mais importante reforçar as estruturas necessárias para estabelecer sistemas financeiros sólidos, eficientes e abrangentes.
Manter os mercados abertos ao comércio. Em resposta à crise económica global estão a surgir forças proteccionistas. Mas essas medidas só terão como resultado diminuir a procura e cercear o crescimento. Os líderes africanos devem resistir às pressões políticas internas para levantar barreiras comerciais que viriam a tornar ainda mais difícil a recuperação na região.
Os três temas a mais longo prazo são:
As infra-estruturas continuam a ser um dos principais obstáculos aos negócios em África. Energia e transportes criam os principais estrangulamentos ao crescimento da produtividade e da competitividade em África. O investimento no melhoramento de infra-estruturas colocaria a África numa trajectória de crescimento e simultaneamente serviria de estímulo fiscal nesta altura crítica.
Osineficientes serviços básicos de educação e saúde prejudicam o potencial produtivo de África. Esta é talvez a área que carece de mais urgente atenção. A menos que os sistemas educativos e de cuidados de saúde sejam melhorados, as empresas continuarão a ver dificultado o seu acesso ascendente à cadeia de valor e o desenvolvimento económico será prejudicado.
São necessários mais exemplos de boa governação e de uma liderança forte e com visão. Um clima institucional forte e transparente é o que mais tem contribuído para o sucesso das economias mais competitivas de África. Muito tem sido feito em anos recentes para melhorar estas estruturas, mas em muitas zonas da região é necessário tornar as instituições mais abertas aos negócios, para estimular a competitividade. Este factor é agora particularmente importante, porque a actual crise económica global ameaça fazer retroceder as reformas de governação.
“O Africa Competitiveness Report deste ano é a segunda iniciativa das nossas três organizações para colocar o continente num contexto internacional mais alargado e fazer luz sobre aspectos importantes do desenvolvimento na região, tão particularmente críticos nesta época de crise global”, diz Klaus Schwab, Fundador e Presidente Executivo do Fórum Económico Mundial.
“O investimento em infra-estruturas numa óptica regional ajudaria a amortecer o impacte da crise e a posicionar África de modo a tirar partido da retoma da economia global, quando se verificar”, comentou Obiageli Katryn Ezekwesili, Vice-Presidente para a Região África do Banco Mundial em Washington, D.C. “Os países que colherão os maiores benefícios e limitarão o impacte adverso da crise serão aqueles que sustentam as reformas, consolidam a governação, modernizam os mercados de capitais e fazem os investimentos necessários para tirar partido da enorme capacidade de recursos e criatividade da sua gente”.
“Para nós, a questão mais crítica nesta fase é como estabelecer um equilíbrio entre uma reacção à crise a curto prazo mantendo ao mesmo tempo um enfoque nas questões a longo prazo, chave para sustentar o crescimento em África, como o desenvolvimento de infra-estruturas, e uma força de trabalho qualificada, bem como a integração económica”, referiu Donald Kaberuka, Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento.
Para além de avaliações de competitividade e custo de fazer negócios no continente, o relatório inclui também uma análise sobre a profundidade e sofisticação dos mercados financeiros regionais, as medidas eficazes que as economias relativamente mais pequenas do continente têm introduzido para promover a sua competitividade e a medida em que os países africanos têm implementado factores para facilitar o comércio transfronteiras.
Estão também incluídos no relatório perfis detalhados de competitividade e clima de investimento, fornecendo assim um sumário dos motores de competitividade em cada um dos países abrangidos pelo relatório.
O Africa Competitiveness Report 2009 é uma ferramenta valiosa para os decisores políticos, estrategas do mundo dos negócios e outros intervenientes interessados, bem como uma leitura indispensável para todos os que têm interesses na região.