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WASHINGTON, 23 de julho de 2004 – O Banco Mundial sancionou a Acres Internacional Limitada (Acres), uma empresa canadense, alegando atividades corruptas relacionadas com um contrato financiado pelo Banco e associado ao Projeto de Recursos Hídricos na Região Montanhosa do Lesoto (Lesotho Highlands Water Project) (LHWP). A Acres foi declarada inelegível a receber novos contratos financiados pelo Banco durante um período de três anos. Esta medida faz parte dos esforços generalizados contra a corrupção que foram iniciados em 1996 pelo Presidente do Banco, Sr. James Wolfensohn. Para obter informações adicionais sobre a política e as atividades do Banco Mundial na luta contra a corrupção, em termos globais, ver: http://www.worldbank.org/anticorruption A Comissão de Sanções do Banco Mundial verificou que a Acres tinha realizado atividades corruptas a fim de influenciar as decisões tomadas pelo então Executivo Principal da Administração do Desenvolvimento da Região Montanhosa do Lesoto (Lesotho Highlands Development Authority) (LHDA), a agência de execução da LHWP. Essa atividade violou os padrões estabelecidos pelo Banco para as compras a realizar. Ao formular a sua recomendação ao Senhor Wolfensohn, relativa à exclusão dessa empresa por um período de três anos, a Comissão levou em conta diversos fatores atenuantes, entre os quais o fato que os tribunais do Lesoto já tinham ordenado a Acres que pagasse uma penalização, e que os funcionários da Acres, envolvidas no caso, que trabalhavam na LHWP já não ocupam cargos de responsabilidade na empresa. Em 1987 e 1991, a Acres recebeu contratos importantes para prestar assistência técnica a LHWP, o segundo dos quais de um valor ligeiramente inferior a USD 17 milhões. Em julho de 1999, o Governo do Lesoto anunciou, a acusação penal por atividade criminosa relacionada, alegadamente, com atos de corrupção na LHWP. Após o anúncio da acusação, o Departamento de Integridade Institucional do Banco Mundial deu início a uma investigação dessas alegações, especialmente para saber se os consultores que tinham recebido contratos financiados pelo Banco tinham praticado atos de corrupção. No final da investigação inicial, o Banco concluiu que as provas não eram suficientemente razoáveis para demonstrar que a firma tinha seguido práticas corruptas, e, por conseguinte, não sancionou a Acres nessa altura, mas o Banco reservou-se o direito de reabrir a investigação caso surgissem informações adicionais, inclusive no decorrer do processo judicial público intentado no Lesoto. Depois de a Acres ter sido condenada pela Corte Suprema do Lesoto por suborno, em setembro de 2002, o Banco reabriu a investigação. Em agosto de 2003, O Tribunal de Recurso do Lesoto manteve a decisão da Corte Suprema relativa a uma das duas acusações de suborno. Uma vez que os pronunciamentos foram anunciados em meados de 1999, o Banco Mundial proporcionou amplas provas de apoio aos procuradores do Lesoto, e disponibilizou funcionários do Banco para serem entrevistados. Mais tarde, o Banco Mundial auxiliou o Governo a reunir os procuradores do Lesoto com as diversas agências que financiavam o projeto e as autoridades de luta contra a corrupção da União Européia. O Banco beneficiou-se do trabalho de investigação realizado pelo Governo do Lesoto para pronunciar agora a exclusão da Acres, e examinar as provas existentes contra outros. O LHWP é um projeto de desenvolvimento de grande envergadura destinado principalmente a transferir a água das Montanhas de Maluti, na região oriental e central do Lesoto, para a Província de Gauteng, na África do Sul. O trabalho relacionado com a Fase I-A do projeto foi completado 1998 a um custo de aproximadamente USD 2,6 bilhões. O trabalho relacionado com a Fase I-B está quase concluído e custará USD 1,1 bilhões adicionais. O Banco Mundial desembolsou USD 90 milhões para financiar os elementos da componente de transferência dos recursos hídricos relacionados com trabalho de desenhos detalhados, supervisão das obras de construção, estudos sobre o projeto e assistência técnica ao LHDA. A Acres tinha recebido o contrato para prestar assistência técnica ao LHDA. Desde que a Comissão de Sanções foi criada, em novembro de 1998, o Banco Mundial declarou que mais de 220 firmas e pessoas singulares eram inelegíveis a receberem contratos financiados pelo Banco, seja a título permanente, seja por um período limitado de tempo, e emitiu 12 cartas de repreensão. Para ver as orientações do Banco Mundial relativas às compras e os procedimentos estabelecidos pela Comissão de Sanções, assim como as listas de repreensões e de exclusões, é favor dirigir-se a: http://www.worldbank.org/debarr Antecedentes para Informação Os recursos financeiros do Banco Mundial são proporcionados aos países em desenvolvimento com a finalidade de reduzir a pobreza. O Banco tem a responsabilidade de assegurar que os empréstimos e créditos que concede, e os fundos fiduciários que ele administra, são usados para os fins aos quais se destinam. O cumprimento desta política é feito através de uma série abrangente de regras e procedimentos destinados a assegurar que os elevados padrões de integridade, transparência e responsabilização nos projetos financiados pelo Banco Mundial são respeitados. Os funcionários do Banco Mundial verificam se foram seguidos os procedimentos relativos às compras governamentais para os projetos financiados pelo Banco para assegurar que o processo seja isento de práticas fraudulentas e de corrupção. O Departamento de Integridade Institucional do Banco Mundial (INT) está encarregado de investigar as alegações de fraude e de corrupção nos projetos financiados pelo banco. O departamento reporta-se diretamente ao Presidente do Banco Mundial e é composto por uma equipe multinacional de mais de quarenta quadros profissionais muito experientes, a qual inclui investigadores, juristas, contadores forenses, especialistas em compras e gerentes de projetos do Banco. Para obter informações adicionais, ver: http://www.worldbank.org/integrity
As alegações de fraude e de corrupção relacionadas com os projetos financiados pelo Banco Mundial podem ser comunicadas por telefone, para o nº. 1-800-831-0463, 24 horas por dia, onde está disponível uma telefonista internacional da AT&T com serviço de tradução internacional. Para que a chamada seja paga pelo destinatário (chamadas “collect calls”) ligar para o nº 704-556-7046. As comunicações podem ser anônimas, e podem ser feitas pessoalmente ou “on-line” para: investigations_hotline@worldbank.org O processo de sanções é um procedimento administrativo interno do Banco Mundial. Nele está previsto um processo legal justo para todas as partes envolvidas na controvérsia. Para obter informações adicionais sobre as compras e as sanções, ver: http://www.worldbank.org/procure Para obter informações adicionais sobre a política e as atividades de luta contra a corrupção do Banco Mundial, ver: http://www1.worldbank.org/publicsector/anticorrupt/index.cfm |
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