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WASHINGTON, D.C., 27 de setembro de 2009 – Figuram, a seguir, excertos de um discurso preparado para ser pronunciado na segunda-feira por Robert B. Zoellick, Presidente do Grupo Banco Mundial. Intitulado “Após a crise?â€, o discurso será pronunciado na Escola de Estudos Internacionais Avançados Paul N. Nitze, da Johns Hopkins University em Washington, D.C., em preparação para as Reuniões Anuais do Banco Mundial/Fundo Monetário Internacional em Istambul, Turquia. Esses excertos podem ser usados imediatamente. A revisão por pares de um novo Contexto para Crescimento Forte, Sustentável e Equilibrado acordado na Cúpula do G-20 realizada na semana passada é um bom começo, mas exigirá um novo nÃvel de cooperação e coordenação internacionais, inclusive uma nova disposição para levar a sério as constatações do monitoramento global. A revisão de pares terá que ser pressão de pares. Conforme ficou acordado em Pittsburgh na semana passada, o G-20 deve tornar-se o principal fórum para a cooperação econômica internacional entre os paÃses industrializados desenvolvidos e potências em ascensão. Mas ele não pode ser uma comissão independente. Nem pode ignorar as vozes de mais de 160 paÃses que ficaram de fora. O G-20 deve operar como um “Grupo de Coordenação†em uma rede de paÃses e instituições internacionais. Poderia reconhecer as interligações entre os problemas e promover pontos de interesse comum. Esse sistema não pode ser hierárquico e não deve ser burocrático. Se receberem um impulso, os tópicos podem ser abordados por outros grupos de negociação, regimes internacionais ou instituições mundiais e regionais. O FMI, Grupo Banco Mundial, OMC, Diretoria de Estabilidade Financeira e órgãos das Nações Unidas podem alertar os paÃses para as questões, fornecer análises, criar soluções de cooperação e ajudar a executar polÃticas. Precisamos de um sistema de economia polÃtica internacional que reflita uma nova multipolaridade do crescimento. Esse sistema precisa integrar as crescentes potências econômicas como “partes interessadas responsáveis†e, ao mesmo tempo, reconhecer que esses paÃses ainda abrigam centenas de milhões de pessoas de baixa renda e enfrentam espantosos desafios ao desenvolvimento. Precisa integrar as energias e o apoio dos paÃses desenvolvidos, cujas populações sentem o pesado ônus da dÃvida e ansiedades da concorrência e consideram que as novas potências precisam compartilhar das responsabilidades. Precisa oferecer ajuda aos paÃses mais pobres e mais fracos – o 1,6 bilhão de pessoas que ainda vivem sem energia elétrica e o “bilhão de baixo†aprisionado na pobreza em consequência de conflitos e governança destruÃda. Bretton Woods está sendo reformulado diante de nossos olhos. Desta vez, levará mais tempo do que três semanas em New Hampshire. Terá mais participantes. Mas é igualmente necessário. Qualquer que seja a próxima insurreição, ela está tomando forma agora. Molde-a ou será moldado por ela. Os Estados Unidos estariam enganados se dessem como certa a condição do dólar como a principal moeda de reserva do mundo. Com relação ao futuro, haverá um número cada vez maior de alternativas para o dólar. Nos últimos 20 anos temos presenciado uma mudança econômica enorme. A separação das economias planejadas na União Soviética e na Europa Central e Oriental, as reformas econômicas na China e na Ãndia e as estratégias direcionadas à exportação do Leste Asiático contribuÃram para uma economia mundial de mercado que saltou de cerca de um bilhão para quatro ou cinco bilhões de pessoas. Foi uma mudança enorme em pouco tempo. Oferece oportunidades enormes. Mas também abalou um sistema econômico internacional que ainda opera por meio de acordos celebrados em meados do século XX com mudanças remendadas nas décadas subsequentes. Os bancos centrais não enfrentaram os riscos inerentes à nova economia. Aparentemente dominaram a inflação de preços de produtos na década de 80, mas a maioria decidiu que era difÃcil identificar as bolhas de preços de ativos e restringir a polÃtica monetária. Argumentaram que o prejuÃzo à “economia real†de empregos, produção, poupanças e consumo poderia ser refreado uma vez furadas as bolhas por meio do afrouxamento agressivo das taxas de juros. Estavam errados.†“Nos Estados Unidos será difÃcil conferir mais autoridade aos tecnocratas independentes e poderosos da Reserva Federal. Minha leitura sobre a gestão da crise recente é que o Departamento do Tesouro precisaria de mais autoridade para reunir um grupo de diferentes reguladores. Além disso, o Tesouro é um departamento do Executivo e, portanto, o Congresso e o público podem supervisionar mais diretamente de que modo ele utiliza qualquer autoridade adicional.†Os reguladores e supervisores das instituições financeiras já não tinham mais os pés na realidade. A inovação financeira e a concorrência ampliaram vastamente os serviços – incluindo empresas e famÃlias frequentemente postas de lado no passado – mas o atraente desenho simples da teoria de “mercados racionais†levou os regulares a se afastarem das realidades da psicologia, comportamento organizacional, riscos sistêmicos e complexidades dos mercados e seres humanos. Para obter informações mais detalhadas sobre o programa do Banco Mundial, favor consultar o site www.worldbank.org. |