Na Zâmbia, por exemplo, 44% dos lares possuem, actualmente, pelo menos uma rede mosquiteira tratada com insecticida (uma subida relativamente a menos de 5% em 2004) e 62% das mulheres grávidas recebem tratamento preventivo, o que triplica a cobertura verificada em 2004.
Abuja, Nigéria, 4 de Dezembro de 2008 – Hoje em Abuja, representantes do Banco Mundial, Ministros da Saúde da Nigéria e do Benim e parceiros do Programa Roll Back Malaria, Fundo Global e Nações Unidas anunciaram uma expansão de USD 1 100 milhões na luta do Banco contra a malária em África.
O anúncio lança a segunda fase do programa emblemático do Banco destinado a erradicar a doença: o Programa Reforçado para o Controlo da Malária em África. A Fase I do Programa devotou mais de USD 465 milhões em 19 países, ao longo de três anos.
Salvar vidas e poupar dinheiro O Relatório Global da Malária da Organização Mundial de Saúde, divulgado em Setembro de 2008, estima que tenham existido até 327 milhões de casos da doença em 2006 e que praticamente metade foram casos fatais. A grande maioria dessas mortes foram crianças da África Subsariana, o que faz da malária o maior assassino individual dos cidadãos mais jovens de África.
A malária custa a África aproximadamente USD 12 000 milhões em termos de PIB perdido, todos os anos. E enquanto alguns países em África estão a registar um crescimento económico anual de cinco por cento, a expansão podia ser 1,3 vezes maior, sem o peso da malária. A missão do Banco de combate à pobreza exige que ajudemos os nossos clientes a suprimir esta doença da lista das barreiras ao seu desenvolvimento.
São possíveis grandes reduções no número de doenças e mortes de malária, nos próximos cinco a sete anos, se a comunidade internacional reduzir os custos e gastar acertadamente. Um novo Plano de Acção Global da Malária, lançado numa reunião de alto nível de líderes mundiais na sede das Nações Unidas, em Setembro, estima que um investimento anual de USD 3 000 milhões para os próximos anos irá eliminar a malária da lista dos problemas de saúde pública de África e abrir caminho para a erradicação da malária. Adicionalmente, o Consenso de Copenhaga, uma lista de prioridades desenvolvida por economistas de topo e que realça o potencial de 30 soluções específicas para combater alguns dos principais desafios que o mundo enfrenta, calcula que para cada dólar gasto com prevenção e tratamento eficazes, haveria uma poupança de USD 20.
“Estamos no caminho de um progresso e transformação fundamentais”, disse Jeff Sachs, director do Earth Institute na Universidade de Columbia. “Agora, as ferramentas são suficientemente poderosas para conduzirem a uma quebra decisiva do número de mortes e temos, actualmente, potencialidade para algo que, durante muitas décadas, nem sequer considerávamos. Isto é, acabar com imensidão de mortes evitáveis e o pesado ónus da doença provocados pela malária”.
Países com avanços O compromisso em vencer a malária está a mostrar resultados, tanto no aumento do apoio financeiro e político como na redução do número de casos e de mortes de malária. Países como a Eritreia, Etiópia, Ruanda e Zâmbia têm registado sucessos extraordinários. Na Zâmbia, por exemplo, 44% dos lares possuem, actualmente, pelo menos uma rede mosquiteira tratada com insecticida (uma subida relativamente a menos de 5% em 2004) e 62% das mulheres grávidas recebem tratamento preventivo, o que triplica a cobertura verificada em 2004. Na Etiópia, mais de 90% dos lares possuem, presentemente, pelo menos uma rede mosquiteira para cama (uma subida face a menos de 5% em 2003) e os dados recentes indicam um forte declínio dos casos de malária.
“Através dos esforços do Banco Mundial e dos nossos parceiros durante os últimos anos, começámos a reduzir, em alguns países, o número de mortes de malária. A Fase II do Programa Reforçado visa salvar mais vidas, melhorar os sistemas de saúde e ajudar os países a trabalharem em conjunto para impedir a propagação desta doença”, afirmou Obiageli Ezekwesili, Vice-Presidente do Banco Mundial para a Região África.
Destaques da Fase I do Programa Reforçado:
Campanhas de distribuição em massa de redes mosquiteiras para camas no Benim, R.D. Congo, Eritreia, Etiópia, Nigéria, Sudão e Zâmbia.
Redes distribuídas como parte dos serviços de saúde de rotina na Nigéria, Senegal e outros países.
Mais de 77 000 casas receberam pulverização interior residual na Eritreia.
Coordenação e colaboração em países alvo Na Fase II, o Banco Mundial definiu como prioridade estratégica actuar em dois dos países mais atingidos de África: República Democrática do Congo e Nigéria. Estes países são responsáveis por 30 a 40% de todas as mortes de malária do mundo. Estes dois países estão a efectuar enormes campanhas de distribuição de redes mosquiteiras para camas, expansão do tratamento e melhoria dos sistemas de saúde com vista a tornar duradouros os ganhos conseguidos através do controlo rápido.
Na Nigéria, país com mais de 100 milhões de casos anuais de malária e onde as pessoas afectadas gastam mais de 18% dos seus rendimento em tratamento, os líderes nacionais e locais reconhecem que a luta contra a malária é uma prioridade principal da saúde. Os governadores de estados chave estão a movimentar-se no sentido de terminar o jugo da malária na saúde e bem-estar dos seus eleitores. E numa reunião no dia 4 de Dezembro com Ezekwesili do Banco Mundial, o Enviado Especial da ONU para a Malária Ray Chambers e Director Executivo da Parceria RBM Awa Coll-Seck, o Presidente da Nigéria, Umaru Musa Yar’Adua, afirmou que a Nigéria está plenamente comprometida com a erradicação da malária.
"Este programa é extremamente importante para nós e tudo faremos para que o programa Roll Back Malaria seja um sucesso", referiu o Presidente Yar’Adua. E acrescentou que “se funcionar na Nigéria, podem ter a certeza que toda a África irá beneficiar."
Nigéria, República Democrática do Congo e o resto de África, juntamente com os seus parceiros de desenvolvimento têm muito mais a fazer em relação à malária, mas o progresso recente é encorajador. A convergência do ímpeto global e nacional fará uma enorme diferença nas vidas dos africanos comuns. A solução está em planear, implementar e resolver os problemas em conjunto, com os países endémicos a liderar o processo.
“Não nos será possível nenhum dos objectivos de desenvolvimento globais, incluindo, mais genericamente, as Metas de Desenvolvimento do Milénio, sem se enfrentar a doença nestes dois locais. Enquanto a malária continuar a ser um problema nestes dois países, os esforços dos seus vizinhos para controlar a doença serão limitados e sairão goradas todas as esperanças de se eliminar a malária” declarou Robert Zoellick, Presidente do Banco Mundial.
Avançar na Redução das Mortes de Malária
Na Nigéria, a malária é responsável por:
60 % das admissões de doentes ambulatórios
30% das admissões hospitalares
29 – 30% das mortes de crianças com menos de 5 anos
11% das mortes entre mulheres grávidas
15 – 25 dias de trabalho perdidos por pessoa, anualmente
A malária é simultaneamente evitável e tratável. Nos anos que se seguem, são possíveis reduções significativas nas mortes e doenças que a malária provoca. Atacar a doença com toda a intensidade e um esforço inicial redobrado produzirá um impacto tremendo nos resultados de saúde e económicos. As nações africanas e a comunidade global estão a preparar-se para atender os novos objectivos ambiciosos. Como um dos três principais financiadores do controlo da malária, o Banco Mundial é chamado a desempenhar um papel de liderança neste esforço. A Fase II do Programa Reforçado de Controlo da Malária em África é a resposta afirmativa e enfática do Banco a este apelo.
*** O Programa Reforçado de Controlo da Malária em África foi lançado em 2005 para reafirmar o compromisso do Banco com a solução para um dos principais desafios de saúde de África. A Fase II do Programa Reforçado é oficialmente lançada em 4-5 de Dezembro de 2008, em Abuja, Nigéria.