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Zoellick: A globalização deve beneficiar os pobres do mundo

O Presidente do Grupo Banco Mundial apresenta a orientação estratégica para avançar a globalização inclusiva e sustentável
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Press Release No:2008/090/EXC

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Washington, 10 de outubro de 2007   – Robert B. Zoellick, Presidente do Grupo Banco Mundial, afirmou que “a visão do Grupo Banco Mundial é contribuir para uma globalização inclusiva e sustentável – superar a pobreza, aumentar o crescimento sem descuidar do meio ambiente e criar oportunidades e esperança para os indivíduos.”

 

Em discurso no National Press Club em Washington, marcando os seus primeiros 100 dias como Presidente do Grupo Banco Mundial, Zoellick explicou que “a globalização oferece oportunidades incríveis.  Porém a exclusão, pobreza opressiva e dano ambiental criam perigos.  Os que mais sofrem são os que menos têm para começar – povos indígenas, mulheres nos países em desenvolvimento, camponeses pobres, africanos e os seus filhos.”

 

Ao discutir como o Grupo Banco Mundial pode apoiar os países em desenvolvimento, Zoellick assinalou:  “O propósito do Banco Mundial é prestar assistência aos países para se ajudarem a si mesmos catalisando o capital e políticas por meio de uma mescla de idéias e experiências, desenvolvimento de oportunidades do mercado privado e apoio à boa governança e anticorrupção – impulsionado pelos nossos recursos financeiros.

 

O propósito do Grupo Banco Mundial é avançar idéias sobre projetos e acordos internacionais sobre comércio, finanças, saúde, pobreza, educação e mudança climática, de forma que beneficiem a todos, especialmente as pessoas de baixa renda que procuram novas oportunidades.

A globalização inclusiva é também questão de auto-interesse. A pobreza gera instabilidade, doença e devastação de recursos comuns e do meio ambiente,” disse ele.

 

Zoellick afirmou que o Grupo Banco Mundial deveria expandir as fronteiras do pensamento sobre políticas e mercados e desbravar novas possibilidades. 

 

Ao expor a sua visão do Grupo Banco Mundial, o Sr. Zoellick sugeriu seis temas estratégicos:

 

  • Ajudar a superar a pobreza e impulsionar o crescimento sustentável nos países mais pobres, especialmente na África.
  • Abordar os desafios especiais dos Estados que saem de conflito.
  • Desenvolver um conjunto competitivo de “soluções para o desenvolvimento” para os países de renda média, incluindo tanto serviços personalizados como finanças.
  • Desempenhar um papel mais ativo na promoção dos bens públicos regionais e globais que transcendem as fronteiras nacionais, inclusive mudança climática, HIV/AIDS, malária e ajuda ao comércio.
  • Apoiar aqueles que procuram promover o desenvolvimento e as oportunidades no mundo árabe.
  • Promover uma agenda de “conhecimento e aprendizado” em todo o Grupo Banco Mundial para apoiar o seu papel de “grupo de peritos” de experiência aplicada.

 

Zoellick afirmou que o Banco Mundial também está fortalecendo o seu trabalho com países em matéria de boa governança e combate à corrupção, o alicerce para melhorar o desenvolvimento.

 

Para ajudar os países mais pobres, Zoellick anunciou que o Grupo Banco Mundial está assumindo a liderança contribuindo com US$ 3,5 bilhões dos próprios recursos para a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), que oferece subsídios e empréstimos sem juros aos 81 países mais pobres.  É mais do que o dobro do montante de US$ 1,5 bilhão que o Grupo Banco Mundial tinha prometido à recomposição da AID em 2005.

 

Zoellick desafiou os países desenvolvidos do mundo a seguirem a liderança do Banco Mundial e aumentarem o seu apoio às pessoas mais pobres do mundo, especialmente na África e no Sul e Leste da Ásia.

 

“Quero que todos os doadores saibam – em termos concretos – que o Grupo Banco Mundial acredita no que faz quando se trata de impulsionar a AID”, afirmou ele. “Agora precisamos que o G-8 e outros países desenvolvidos também transformem as suas palavras de declarações nas cúpulas em números sérios.”

 

Como ator integral no sistema econômico multilateral, o Grupo Banco Mundial tem um importante papel a desempenhar no avanço de uma globalização inclusiva e sustentável, afirmou Zoellick.

 

“Em conjunto, devemos mostrar que o multilateralismo pode funcionar de forma muito mais eficaz – não apenas em salas de conferência e comunicados, mas nas aldeias e cidades fervilhantes onde vivem os mais necessitados.”

 

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