Brasil, China e Índia têm necessidade urgente de avanços em eficiência energética, afirma uma nova publicação do Banco Mundial

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بيان صحفي رقم:216/EAP/2008

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Washington, D.C. 27 de fevereiro de 2008 –  Com o acentuado aumento dos preços da energia e das resultantes emissões de gases do efeito estufa, assim como do crescimento do consumo de energia na China, Índia e Brasil, o mundo terá um forte interesse no sucesso dos esforços em prol da eficiência energética nessas grandes nações em desenvolvimento, afirma um novo livro do Banco Mundial lançado hoje.

 

O estudo, Financing Energy Efficiency: Lessons from Brazil, China, India, and Beyond [Financiando a Eficiência Energética: Lições do Brasil, China e Índia] mostra que se não houver ganhos significativos, resultantes dos esforços para tornar mais eficiente a utilização destas fontes, China, Índia e Brasilmais do que duplicarão o seu consumo de energia e as emissões de gases que geram o efeito estufa em apenas uma geração, em 2030.

 

O livro sugere que aperfeiçoamentos em termos de custo poderiam reduzir o atual consumo de energia desses países em pelo menos 25% e que o emprego de tecnologias avançadas diminuiria em pelo menos 10% o crescimento dessa demanda em 2030, provocando um declínio de 16% nas estimativas de elevação das emissões de CO2.

 

“Nesse estudo, examinamos detidamente a eficiência energética para descobrir por que é tão difícil oferecer os incentivos adequados para ampliar os investimentos nessa área”, afirmou Bob Taylor – um dos autores e economista de energia do Banco Mundial. “Encontramos um enorme potencial ainda não explorado – especialmente no Brasil, China e Índia – mas também muito boas soluções que poderão produzir resultados desde que contem com financiamento e investimento, além de um forte compromisso dos formuladores de políticas.”

 

O livro se concentra na China, Índia e Brasil, que são três dos dez maiores consumidores de energia do mundo. Juntos, esses países abrigam 40% da população mundial e respondem por mais da metade da demanda total de energia das nações em desenvolvimento. Em 2030, eles responderão por 42% do aumento da demanda de energia em todo o mundo.

 

A eficiência energética é essencial nesses três países “por razões de segurança do abastecimento de eletricidade, competitividade econômica, melhoria da qualidade de vida e sustentabilidade ambiental”, afirma o livro.

 

Baseando-se nas lições aprendidas nos últimos dez anos, o principal obstáculo para se alcançar a eficiência energética, de acordo com a publicação, está na inadequação dos sistemas organizacionais e institucionais, assim com na falta de acesso aos recursos necessários. As empresas e os bancos precisam se convencer de que o investimento em mais caldeiras energeticamente eficientes, nos sistemas de tratamento de lixo ou na iluminação que economize energia é rentável e justifica os riscos assumidos.

 

Está ocorrendo uma melhoria gradual nesses três grandes países. Na China, começa a emergir um setor de eficiência energética comercialmente viável após uma década de forte apoio do governo. Na Índia, os bancos lançaram programas para financiar pequenos projetos para a economia de energia em determinados setores, que já estão prontos para ser utilizados em maior escala. No Brasil, o Fundo de Eficiência Energética, financiado por receitas provenientes das empresas de serviços públicos, poderá servir de base para outros aperfeiçoamentos.

 

“Avanços estão sendo feitos, mas quando pensamos na magnitude de demanda de energia de apenas um desses países na próxima década, torna-se muito clara a urgência de ações e de um progresso muito mais rápido”, salientou Bob Taylor.

 

Saiba mais sobre este tema assistindo uma pequena entrevista em vídeo com Bob Taylor:

 

Sobre a China:

 

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Sobre a eficiência energética em geral:

 

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