O sistema multilateral precisa uma revisão

A crise financeira global está levando muitos países para o “ponto-chave”
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بيان صحفي رقم:2009/105/EXC

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WASHINGTON, 6 de outubro de 2008 – A forma como o mundo procura solucionar seus problemas econômicos precisa ser repensada em meio à crise global, inclusive transformando o Grupo dos Sete em um Grupo de Coordenação que empodere os Estados que sejam potências econômicas em crescimento, afirmou Robert B. Zoellick, Presidente do Grupo Banco Mundial.

Referindo-se às próximas eleições, Zoellick afirmou que o novo Presidente terá de ir além do “tiroteio da estabilização financeira” para abordar as “conseqüências econômicas”. Quem ganhar a Casa Branca deverá trabalhar com outros na modernização do sistema multilateral, uma vez que é preciso haver uma maior responsabilidade compartilhada para o funcionamento sadio e eficaz da economia global de hoje.

“O G-7 não está funcionando. Precisamos de um grupo melhor para uma época diferente” afirmou Zoellick em um discurso ao Peterson Institute for International Economics em Washington, D.C. “Em matéria de cooperação financeira e econômica devemos considerar um novo Grupo de Coordenação, incluindo o Brasil, China, Índia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e o atual G-7.”

Falando antes das Reuniões Anuais do Grupo Banco Mundial, Zoellick afirmou que o novo Grupo de Coordenação deveria ser mais do que apenas substituir o G-7 com um número fixo de G-14, uma vez que isso significaria usar os métodos do mundo antigo para refazer o novo. O Grupo de coordenação deveria evoluir para adaptar-se às circunstâncias em evolução, incluindo novas potências emergentes, servindo ao mesmo tempo de rede para uma interação freqüente. “Precisamos de um Facebook (website de relacionamento) para uma diplomacia econômica multilateral”, afirmou Zoellick.

Advertindo para os efeitos da crise financeira, Zoellick disse: “Os eventos de setembro podem ser considerados como o ponto-chave para muitos países em desenvolvimento. A queda nas exportações, bem como no fluxo de capitais, provocará um declínio nos investimentos. A desaceleração do crescimento e a deterioração das condições financeiras, juntamente com o aperto monetário, trarão consigo fracassos de empresas e possivelmente emergências bancárias. Alguns países serão levados a uma crise da balança de pagamentos. Como sempre, os mais pobres são os mais indefensáveis.”

O ex-diplomata americano, negociador de comércio e executivo financeiro afirmou que o multilateralismo econômico precisa ser redefinido além de seu enfoque tradicional no financiamento e comércio. Hoje a energia, a mudança climática e a estabilização de Estados frágeis e em pós-conflito são questões econômicas e não apenas parte do diálogo global sobre segurança e meio ambiente.

Zoellick disse que o Novo Multilateralismo deve atribuir valor igual ao desenvolvimento no tocante ao financiamento internacional, caso contrário o mundo permanecerá um lugar instável. No entanto, o sistema de ajuda não está funcionando suficientemente bem e precisa para mover-se muito mais rápida e eficazmente, a fim de ajudar os mais vulneráveis ao surgir a crise. O Grupo Banco Mundial também precisa de reforma. Zoelick anunciou a criação de uma Comissão de Alto Nível sob a direção de Ernesto Zedillo, ex-Presidente mexicano, para considerar a modernização da governança no Grupo Banco Mundial.

Abordando as conversações multilaterais de comércio, Zoellick disse que a Rodada de Doaha “bateu contra as pedras” e os países deveriam, portanto, considerar a facilitação do comércio como outra forma de reduzir os custos do comércio. “Existem oportunidades para cortar custos do comércio muito além das impostas pelas tarifas e outras barreiras comerciais”, afirmou ele.

Descrevendo os mercados de energia mundial como uma “desordem”, Zoellick propôs uma “negociação global” entre produtores e consumidores de energia. Ambos os lados poderiam compartilhar planos para expandir suprimentos, melhorar a eficiência e reduzir a demanda; prestar assistência aos pobres em matéria de energia; e considerar como essas políticas se relacionam com as políticas de produção do carbono e mudança climática.

“Poderia haver um interesse comum em administrar uma faixa de preços que concilie interesses durante a transição para estratégias de menor emissão de carbono, um portfólio mais amplo de suprimentos e maior segurança internacional”, afirmou Zoellick.

Zoellick disse que o Grupo Banco Mundial está desenvolvendo uma iniciativa de Energia para as Pessoas de Baixa Renda com diversos doadores, a fim de ajudar os países mais pobres a atenderem às necessidades de energia de formas eficientes e sustentáveis.




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