Diversifi car uma economia não é tarefa fácil. Hidalgo, Barabasi e Haussman (2007) mostram que a estrutura exportadora atual de um paÃs determina com que facilidade ele poderá diversifi car sua base produtiva em produtos de valor mais alto. Eles usam a metáfora de uma fl oresta que representa o espaço produtivo (o mesmo para todos os paÃses do mundo). Cada árvore é um produto, e as empresas são macacos que podem subir mais alto numa árvore para aumentar seu valor agregado (diversifi cação intensiva) ou saltar para outra árvore de maior valor (diversifi cação extensiva). As empresas dos paÃses em desenvolvimento têm mais facilidade de crescer por meio de diversifi cação intensiva, que se baseia nas capacidades que elas já possuem. A alternativa, exigida por rendas maiores ou em reação a competidores com custos ainda mais baixos, é saltar para árvores de maior valor. Mesmo se um paÃs tiver a sorte de ter essas árvores de maior valor perto da sua base produtiva, o salto ainda é caro e arriscado. Ele pode exigir infra-estrutura fÃsica, know-how especÃfi co, conhecimento dos gostos e padrões dos mercados almejados, e acesso fácil e barato a insumos especÃfi cos. Haussman e Rodrik (2003) chamaram essas necessidades de investimento inicial de “descoberta de custosâ€, uma busca pelas primeiras empresas para explorar essas novas oportunidades. A descoberta de custos pode ser facilitada de várias maneiras. O investimento estrangeiro direto pode fornecer a maior parte da informação e do know-how necessários, assim como o aprendizado com os vizinhos. Portanto, a cooperação entre paÃses vizinhos pode ajudar, fornecendo a escala atraente para os investidores estrangeiros e o acesso a bens intermediários crÃticos que torna o salto em direção a um novo produto menos custoso e arriscado. A cooperação pode fornecer um escoadouro para os produtores de bens intermediários que vendem para empresas inovadoras situadas em outro lugar da região. Quando as exportações africanas entre 1980–2004 são mapeadas contra um espaço produtivo global de cerca de 800 produtos (indústrias de quatro dÃgitos), a Comunidade Econômica e Monetária Centro-Africana parece ter somente poucas opções de diversifi cação (madeira e seus derivados). Os membros da Comunidade da Ãfrica Oriental têm mais opções porque suas exportações são mais diversifi cadas (frutas e legumes, alimentos preparados, peixe, madeira e seus derivados, algodão, têxteis, produtos manufaturados de baixa tecnologia, produtos metálicos, produtos quÃmicos e minérios). Outros paÃses com estruturas produtivas semelhantes escolheram diversifi car sua produção em conjuntos como algodão, têxteis e roupas, que atualmente se benefi ciam de preferências no mercado dos EUA sob a Lei de Crescimento e Oportunidade para a Ãfrica. Quase todos os membros da União Econômica e Monetária da Ãfrica Ocidental podem benefi ciar-se da cooperação em pelo menos sete conjuntos de produtos (frutas e legumes e seus derivados, madeira e seus derivados, algodão, produtos manufaturados de baixa tecnologia, produtos quÃmicos e minérios) para reduzir sua dependência excessiva das exportações agrÃcolas tradicionais, como café e cacau. Os membros da União Aduaneira da Ãfrica Meridional, com exceção da Ãfrica do Sul, podem ganhar signifi cativamente mais do que outras uniões com a cooperação nos conjuntos de recursos naturais e manufatura, pois para eles a diversifi cação é muito mais fácil graças à logÃstica, à s fi nanças, à s qualifi cações e à infra-estrutura que refl etem seu status de renda média. Examinando quais áreas da atividade econômica são mais promissoras para novos desenvolvimentos, os paÃses podem focar a cooperação na infra-estrutura especÃfi ca aos setores, como padrões comuns, sistemas de cumprimento e metrologia e currÃculos especÃfi cos para formar uma força de trabalho qualifi cada e adaptar-se à s novas tecnologias. Isso pode servir como complemento à s áreas gerais de cooperação em infra-estrutura regional, melhores regulamentações de negócios e sistemas judiciais fortes. Fonte: com base em contribuições de V. Chandra, J. Boccardo e I. Osorio. |