O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo. Noventa por cento do PIB nacional é gerado em área urbana, onde vive mais da metade da população pobre. É essencial um desenvolvimento urbano equilibrado para que o País atinja um crescimento com inclusão social ainda mais rápido nos próximos anos. Nesse contexto, o Banco Mundial será um participante ativo da Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades, em Porto Alegre, de 13 a 16 de fevereiro. No Painel Principal 3 (dia 15/02) a Dra. Maria Emília Freire, uma das mais destacadas pesquisadoras de questões urbanas do Banco Mundial em Washington, abordará no os desafios para incentivar o papel econômico das cidades e apresentará a experiência internacional. Participarão também o Presidente do IPEA, Márcio Pochmann, e o Vice Presidente de Desenvolvimento Urbano da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda. O Banco Mundial também patrocina a participação dos perfeitos das Filipinas, Equador e Bolívia na conferência, buscando contribuir ao debate com experiências inovadoras de desenvolvimento urbano em circunstâncias que podem ser reproduzidas no Brasil e em outros países. A pedido do Governo do Brasil e em parceria com diversos importantes parceiros, como a Aliança de Cidades, IFC e a Habitat, o Banco Mundial vem focalizando seu apoio financeiro e técnico para fortalecer ainda mais o papel das cidades no desenvolvimento econômico. Esse apoio visa ajudar as cidades a atrair investimentos, gerando empregos e oferecendo serviços essenciais de qualidade à população. Os projetos e estudos financiados pelo Banco Mundial no Brasil refletem essa nova visão, cuja finalidade é melhorar as condições de vida nas cidades tanto diretamente, por meio de melhores serviços, maior capacidade gerencial e instituições locais fortalecidas, quanto indiretamente, pelos empregos, renda e atividade econômica gerada. Alguns exemplos incluem os novos estudos São Paulo: Contribuições para uma Estratégia Metropolitana Sustentável e Competitiva, que aborda os desafios da maior metrópole brasileira para alcançar crescimento mais rápido em um ambiente de restrições fiscais e Brasil: Elementos de uma Estratégia de Cidades, que busca apontar opções de desenvolvimento e sustentabilidade após a rápida expansão urbana das últimas décadas. Pelo lado dos projetos, a nova visão está presente em operações inovadoras na Bahia, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Ceará, entre outros. O Banco já financiou mais de US$3,5 bilhões em projetos voltados para o desenvolvimento urbano no Brasil desde 1971. Um dos principais desafios para os governos municipais continua a ser o desenvolvimento de modelos de prestação de serviços adequados e financiados localmente, bem como a criação de incentivos eficazes para atender a essas e outras demandas por infra-estrutura. O Banco está trabalhando com o Governo Federal, os municípios e parceiros como a Habitat e a Aliança de Cidades - na implementação de programas mais amplos para atender a essas necessidades e assim melhorar as condições de vida nas cidades e reduzir a pobreza urbana. Dar prioridade às preocupações ambientais nas políticas do setor urbano é outro item importante da agenda, uma vez que os pobres são normalmente os mais afetados por problemas como poluição do ar e da água, enchentes, erosão de encostas e insegurança fundiária. Veja também: >> Orçamento participativo contribui para redução de pobreza em Porto Alegre
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