Contacto para os Meios de Comunicação: Em Singapura: Ana E. Luna (65) 8181 5294 alunabarros@worldbank.org Em Washington: Tim Carrington (1-202) 473 8133 Telemóvel: (1-202) 390 2665 tcarrington@worldbank.org SINGAPURA, 17 de Setembro de 2006 — Um recente aumento maciço do comércio e investimento pelos dois gigantes económicos asiáticos emergentes— China e Índia— encerra um imenso potencial de crescimento e de criação de emprego em África, caso se resolvam assimetrias consideráveis nas relações das regiões, segundo um novo estudo do Banco Mundial. Estrada da Seda de África: Nova Fronteira Económica da China e da Índia recomenda umasérie de reformas do comércio e do investimento dentro e entre ambas as regiões para aprofundar os crescentes laços Sul-Sul e solucionar os desequilíbrios que possam impedir as economias africanas de beneficiar dos papéis cada vez mais importantes que a China e a Índia desempenham na economia global. Com base nos factos recentes relativos ao funcionamento dos negócios chineses e indianos na África, o estudo conclui que a Ásia acolhe, actualmente, 27% das exportações de África, o triplo do montante de 1990; o nível presente corresponde praticamente ao das exportações de África para os EUA e a UE, os tradicionais parceiros comerciais de África. Entretanto, as exportações asiáticas para África estão a aumentar 18% ao ano, mais rapidamente do que para qualquer outra região do mundo. Os investimentos directos estrangeiros em África da China e da Índia são mais modestos do que os fluxos de comércio, mas também estão a crescer muito rapidamente, segundo o mesmo estudo. “Esta nova ‘Estrada da Seda’ tem potencial para oferecer à África Subsariana — residência de 300 milhões das pessoas mais pobres do globo e o maior desafio de desenvolvimento do mundo — uma significativa e, até à data, rara oportunidade para acelerar a sua integração internacional e o crescimento,” afirmou Harry G. Broadman, Assessor Económico na Região África do Banco Mundial e autor do estudo. Esta nova fronteira económica faz-se sentir para além do comércio e do investimento em recursos naturais, segundo os novos dados apresentados no estudo. O comércio com África da China e da Índia está a abrir o caminho ao continente subsariano para se tornar um processador de matérias-primas e um fornecedor competitivo das empresas e consumidores chineses e indianos de bens e serviços com uso intensivo de mão-de-obra— uma alteração profunda do papel desempenhado nas tradicionais relações económicas com o Norte. Além do mais, um número crescente de negócios chineses e indianos com actividades em África, está a funcionar numa escala global, utilizando tecnologias de classe mundial, produzindo bens e serviços de acordo com os padrões mais exigentes e promovendo a integração dos negócios africanos em mercados avançados. Contudo, ainda existe uma desigualdade profunda nas relações comerciais emergentes entre os dois continentes. As exportações africanas para a Ásia representam apenas 1,6% de tudo o que os asiáticos compram ao resto do mundo e as compras da China e da Índia totalizam apenas 13% das exportações totais de África. África representa apenas 1,8% dos fluxos mundiais de investimento directo estrangeiro, enquanto 20% do investimento directo estrangeiro universal vai para a Ásia Oriental. “É imperativo que ambas as partes desta prometedora relação económica Sul-Sul resolvam, através de reformas, as assimetrias e obstáculos à continuação da sua expansão” acentuou Broadman, “Não se trata apenas do que é melhor para o desenvolvimento económico de África, mas também para a própria prosperidade económica da China e da Índia.” O estudo revela detalhadamente uma série de reformas que deveriam ser adoptadas por todos os países: - Reformas “nas fronteiras”, como a eliminação das crescentes tarifas que a China e a Índia impõem às principais exportações africanas; e eliminação das tarifas africanas sobre certos factores de produção que tiram a competitividade às suas próprias exportações.
- Reformas “no seio das próprias fronteiras” em África para desencadear as forças de um mercado competitivo, reforçar as instituições básicas de mercado e melhorar a governação.
- Melhorias “entre as fronteiras” no domínio de infra-estruturas para facilitação do comércio e instituições para se baixarem os custos de transacção, como por exemplo administração das alfândegas, transportes e comunicações.
- Reformas que potenciem os elos entre investimento e comércio com vista a permitir a participação dos negócios africanos nas modernas redes universais de partilha de produção, geradas pelos investimentos chineses e indianos em África.
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