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Crescimento Da China E Da Índia É Positivo Para A América Latina

Available in: Español, English
Press Release No:2007/79/LAC

Contatos:  

Alejandra Viveros (202) 473-4306

Aviveros@worldbank.org

Stevan Jackson (202) 458-5054
Sjackson@worldbank.org

 

CINGAPURA, 18 de setembro de 2006 - O rápido crescimento da China e da Índia é positivo para toda a região da América Latina e do Caribe, apesar dos impactos adversos que a competitividade asiática está provocando sobre alguns países e setores, afirma o novo relatório do Banco Mundial divulgado hoje.

 

            De acordo com o relatório Latin America and the Caribbean’s Response to the Growth of China and India: Overview of Research Findings and Policy Implications (A Resposta da América Latina e do Caribe ao Crescimento da China e da Índia: Visão Geral dos Resultados da Pesquisa e das Implicações sobre Políticas), as preocupações de que ambos os países estão ocupando o espaço da América Latina nos mercados mundiais de bens, serviços, investimento direto estrangeiro e inovação são enganosas.

 

            “O forte crescimento da China e da Índia não representa um jogo de soma zero para a América Latina e o Caribe”, afirmou Guillermo Perry, Economista-Chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe e um dos autores do relatório. “De modo geral, os efeitos regionais da maior presença das duas economias asiáticas têm sido positivos, mas os países da região ainda não estão obtendo todos os benefícios do rápido crescimento dos mercados na China e na Índia, nem das oportunidades globais geradas pelos insumos intermediários baratos e pelas novas redes de produção.”

 

            Hoje, a parcela da China e da Índia nas exportações mundiais é 50% maior que a da América Latina e do Caribe (ALC), enquanto o oposto ocorria em 1990. No entanto, ao contrário do que muitas pessoas acreditam, as exportações de serviços da ALC para os Estados Unidos – que representam o seu principal mercado – são sete vezes maiores do que as da China e da Índia juntas.

 

                        O estudo, preparado pelos economistas do Banco Mundial, Daniel Lederman, Marcelo Olarreaga e Guillermo Perry, abrange os efeitos positivos da alta de preços das commodities, motivada pelo aumento das importações da China e da Índia, que são vantajosos para os exportadores de produtos tais como cobre e soja na América do Sul.

 

            Outros benefícios variam desde maiores oportunidades de exportação da ALC para os mercados asiáticos, às novas possibilidades de produção, associadas aos insumos intermediários mais baratos provenientes da China e da Índia, até os crescentes fluxos financeiros e de investimentos – a China se tornou um grande exportador líquido de capital, contribuindo para a redução das taxas de juros internacionais – e os efeitos externos sobre as inovações.

 

            Por outro lado, o relatório informa que os ganhos de modo geral foram acompanhados por alguns revezes. Algumas indústrias, empresas e sub-regiões estão sendo negativamente afetadas pelo rápido crescimento da China e da Índia, em particular no México e na América Central. Entre essas indústrias estão as de máquinas elétricas e industriais, eletrônica, equipamento de transporte e têxteis.

 

            Contudo, o estudo enfatiza a diversidade existente na região. Alguns países estão respondendo ao desafio asiático por meio da mudança de seus modelos de especialização em favor dos setores que utilizam mais conhecimento científico e recursos naturais. No caso da indústria de vestuário, a Costa Rica e a República Dominicana estão se voltando para a produção de roupas e tecidos mais caros e de melhor qualidade, enquanto outros países, como o Haiti e a Nicarágua, passaram a desenvolver produtos que demandam mão-de-obra intensiva não-qualificada com baixo salário.

 

            No caso do México, o relatório indica que este é o único país latino-americano cuja vantagem comparativa vem se movendo na mesma direção das duas economias asiáticas e, por isso, foi mais afetado pelo crescimento da China e da Índia.

 

            “Em vez de responder a esses desafios com políticas protecionistas, a região deveria adotar estratégias ofensivas para se beneficiar dos efeitos positivos do alto crescimento da China e da Índia, com o objetivo de ampliar seu espaço nos mercados mundiais e fortalecer a agenda de desenvolvimento”, afirmou Perry. “Os países precisam se concentrar no aprimoramento das políticas de inovação e educação, a fim de ajudar as empresas e os trabalhadores a aumentar sua competitividade e adquirir as habilidades necessárias para criar produtos intensivos em conhecimento científico e de melhor qualidade.”

 

            Além da educação e da inovação, o relatório sugere que os governos na América Latina e no Caribe precisam apoiar as políticas que facilitam o desenvolvimento rural e as indústrias baseadas em recursos naturais para ajudar as economias a responder melhor ao aumento de preços e à demanda por commodities. O estudo também recomenda uma maior promoção de investimento e exportação, associada ao setor de negócios, nos dois mercados asiáticos, e a ajuda às empresas da ALC para que se integrem melhor às cadeias de produção globais.

 

 

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Para obter mais informações sobre o trabalho do Banco Mundial na América Latina e no Caribe, visite:  http://www.worldbank.org/lac

 




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