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Discurso de encerramento do Presidente Wolfowitz na sessão plenária das reuniões anuais – 20 de setembro de 2006 Presidente do Banco Mundial – Muito obrigado, Senhor Presidente. Desejo começar agradecendo-lhe a forma como o senhor dirigiu estas discussões, de maneira eficiente, eficaz e digna apreciada por todos nós presentes nestas reuniões, bem como pela clareza de seu discurso de abertura que, a meu ver, determinou muito bem a nossa agenda. Estou ciente de que Vossa Excelência foi habilmente assistido pelas Secretarias tanto do FMI como do Grupo Banco Mundial, dirigidas, respectivamente, por Shail Anjaria e Paatii Ofosu Amaah, e ambas – em conjunto com Pat Davies e, conforme Rodrigo corretamente comentou, com centenas de funcionários tanto daqui como de Washington – realizaram um trabalho excelente na organização dessas reuniões. Desejo também agradecer às pessoas que o Diretor-Gerente tão oportunamente acaba de mencionar. Agradeço também a nossos anfitriões, o Governo e o povo de Cingapura, que nos demonstraram a generosa hospitalidade asiática e seu apoio eficiente, receptivo e atencioso, acompanhados pelo que parecem ser os sorrisos onipresentes aonde quer que vamos. Finalmente, porém não menos importante, desejo agradecer todos os senhores, os Governadores de nossas instituições, nossos Diretores Executivos, e todos os seus colegas por sua participação ativa e contribuições construtivas para nossas deliberações. A meu ver, (avançamos e) fizemos progresso tangível nestas reuniões no sentido de pavimentar um caminho mais seguro para melhorar a vida das pessoas mais pobres do mundo. Algumas de nossas discussões provocaram debate intenso, tanto dentro como fora deste recinto, mas isso é parte de um debate construtivo e um indício de que estamos abordando questões reais e substantivas, tendo sempre em mente nosso objetivo último de dar às pessoas de baixa renda do mundo uma oportunidade de sair da pobreza. Igualmente, devemos assegurar que iniciativas como o alívio multilateral da dívida sejam de fato implementadas e, neste sentido, devemos alimentar altas ambições no que diz respeito à próxima reposição da AID. Isso certamente nos ajudará a atender às aspirações e esperanças dos pobres tanto da África como do mundo inteiro. A este respeito, desejo agradecer nossa Assembléia de Governadores pela aprovação da transferência de US$ 800 milhões da renda líquida do BIRD e do superávit da AID e a alocação para a AID de US$ 150 milhões dos ganhos retidos da IFC, bem como pela aprovação de US$ 200 milhões adicionais provenientes de superávits para custear emergências, tais como a do Líbano. Todos os Senhores Governadores reafirmaram que as ações para promover a boa governança são cruciais para o desenvolvimento econômico bem-sucedido e redução da pobreza. Ajudar nossos países membros nessas questões é importante tanto para a missão do Banco Mundial como para o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio. Por conseguinte, há amplo apoio para a participação efetiva do Grupo Banco Mundial na melhoria da governança e também há consenso generalizado de que isso deve ser feito em verdadeira parceria com os países e com outras instituições multilaterais e bilaterais. Porém, é necessário agir não somente em nossos países mutuários, mas igualmente nos países ricos. Nesse processo cumpre assegurar um tratamento coerente e equânime em todos os países membros por meio de tomada de decisões e ações previsíveis e transparentes. Sem dúvida, trata-se de uma questão imensamente complexa e nossa estratégia deve contar com a participação mais completa quanto possível de nossos países membros e procurar compreender suas situações individuais da maneira mais detalhada possível. Como reconheceu a Comissão de Desenvolvimento ao trabalhar em estreita coordenação com a Assembléia de Governadores, devemos agir em conjunto com todos os nossos parceiros nesta importante questão. Neste sentido, muitos dos senhores participaram de nosso programa de seminários intitulados “A Ásia no Mundo e o Mundo na Ásia.” Eu participei de um seminário inspirador focado nas questões de governança e anticorrupção. Outros seminários trataram de uma série de temas oportunos relacionados com o processo de desenvolvimento e cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio. Quero felicitar os organizadores desses seminários por reunirem expositores notáveis. Nossas discussões em Cingapura apoiaram a prioridade da África Subsaariana e dos Estados frágeis; porém, conforme observei e vários dos senhores nos recordaram, dois terços dos pobres do mundo residem em países de renda média na Ásia, América Latina e Oriente Médio. Os países de renda média são e devem permanecer um grupo central de clientes não somente para cumprirmos nosso mandato, mas também para mantermos nossas competências principais de know-how em desenvolvimento e capacidades financeiras do BIRD. Vários países têm apoiado a reformulação do Banco Mundial no tocante ao atendimento das necessidades dos clientes de renda média, que são diversificadas. Suas demandas são cada vez mais sofisticadas e requerem de nós inovação e melhoria contínuas para continuarem a ser realmente competitivos. Devemos estar à altura desse desafio e somos capazes de fazê-lo. Nesta era de globalização e em consonância com o tema tão eloqüentemente apresentado pelo Primeiro-Ministro de Cingapura em seu discurso de abertura, vários governos abordaram questões de importância global, especialmente as perspectivas da Rodada de Doha e a questão de uma energia limpa, eficiente e a preço razoável. Todos os nossos expositores, assim parece, ressaltaram a importância de que Doha deve ter êxito e os países mais pobres devem sair vencedores. O Grupo Banco Mundial continuará ativo em diversas iniciativas internacionais destinadas a proporcionar bens públicos em âmbito global. Agradecemos o apoio dos senhores e o reconhecimento de nosso papel. Continuaremos a maximizar nossa eficácia, incluindo defesa dos interesses públicos globais. Finalmente, desejo felicitar o FMI pela aprovação das propostas de reforma de voz e quota apresentadas pelo Diretor-Gerente. A mudança em qualquer instituição multilateral é difícil. Rodrigo, você conseguiu isso. Desejo parabenizá-lo. Peso e voz em medida justa para todos os países membros são elementos essenciais de nossa credibilidade e eficiência e reconhecemos que podemos e devemos fazer mais. Você ofereceu um exemplo para o Banco Mundial e pretendemos segui-lo. Aguardo a oportunidade de trabalhar com os acionistas do Banco Mundial para assegurar que possamos garantir voz e participação na governança do Grupo Banco Mundial. Esta é uma oportunidade histórica para nossas instituições e para todos os povos do mundo. Devemos aproveitar o momento para atender às pessoas mais pobres do mundo, inclusive a jovem mexicana de quem falei ontem, que sonha com um mundo sem pobreza desesperante. Obrigado. Aguardo realmente a oportunidade de rever todos os senhores em Washington, D.C. em abril do próximo ano. Tenham todos uma viagem segura de volta a casa. Boa viagem. ### |