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VIH/SIDA: Novas Infecções em África Continuam a Crescer—Epidemia Ainda É Principal Causa de Morte de Perda do PIB, Diz Banco Mundial

Available in: English, Français
Press Release No:2008/312/HDN

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Washington, 14 de Maio de 2008 – Segundo um novo relatório do Banco Mundial divulgado hoje, será preciso que os países africanos continuem promovendo esforços de prevenção contra o VIH, a fim de sustar e reverter a taxa de novas infecções por este vírus; e o VIH/SIDA continuará sendo, no futuro previsível, um desafio económico, social e humano na África subsariana. A região ainda é o epicentro mundial desta doença.

De acordo com o novo relatório—The World Bank`s Commitment to HIV/AIDS in Africa: Our Agenda for Action, 2007-2011 (O Compromisso do Banco Mundial para com o VIH/SIDA em África: Nossa Agenda para Acção, 2007-2011)—para cada africano infectado que inicia a terapia anti-retroviral (ART) pela primeira vez, outros quatro a seis contraem nova infecção, muito embora as cifras regionais indiquem queda da prevalência em países como Quénia e partes de Botswana, Costa do Martim, Malawi e Zimbabué. Cerca de 22,5 milhões de africanos são positivos para VIH e a SIDA é a principal causa de morte prematura no continente, especialmente entre jovens em idade produtiva de ambos os sexos. Devido a isto, algumas empresas privadas na África austral contratam dois empregados para cada emprego, na previsão de perdas de pessoal devidas à doença.

Na definição de seus planos para continuar a ajudar os países africanos a combater a epidemia, a nova estratégia do Banco diz que mais de 60% das pessoas com VIH em África são do sexo feminino e que as mulheres jovens têm seis vezes mais probabilidades de serem positivas para VIH do que os homens jovens. Em resultado da epidemia, um total estimado de 11,4 milhões de crianças menores de 18 anos perdeu pelo menos um dos pais.

“Com a SIDA como a principal causa de morte prematura em África, não podemos falar em desenvolvimento melhor e mais durável ali sem nos comprometermos também a manter o nosso curso na prolongada luta contra a doença”, diz Elizabeth Lule, Gerente da Equipe de SIDA do Banco Mundial para a África (ACTafrica), cujo grupo manteve, para definição da nova estratégia do Banco para VIH/SIDA em África, amplas consultas com países africanos, portadores de VIH, organismos irmãos da ONU, ONGs, empresas privadas e outros.

Desde 2000, o Banco Mundial mobilizou mais de USD 1.500 milhões para combate à epidemia em mais de 30 países da África subsariana.

Novas etapas até 2011

Com a sua “Agenda para Acção” contra o VIH/SIDA em África, o Banco está abandonando o seu papel inicial de “reacção de emergência”, como principal financiador de programas de VIH/SIDA, em favor de uma nova missão com quatro novos objectivos estratégicos.

Tais objectivos são: no plano mundial, assessorar os países quanto à melhor maneira de gerir a complexidade do financiamento internacional que recebem; e no nível local, ajudar os países a acelerar a implementação e adoptar uma resposta de desenvolvimento de longo prazo em face do VIH/SIDA; fortalecer a monitorização e avaliação da capacidade dos países para estabelecer a eficiência, a efectividade e a transparência da sua resposta ao VIH/SIDA; e formar sistemas sanitários e fiduciários mais fortes.

A combinação dos serviços de VIH/SIDA com os de saúde reprodutiva e materna, nutrição e outras doenças, como malária e tuberculose, viria corrigir um antigo defeito até agora observado em muitos programas nacionais e VIH/SIDA. A “feminização” da epidemia e seus vínculos com a saúde sexual e reprodutiva, e a frequência da infecção intercorrente com TB (e a forma emergente de TB amplamente resistente a medicamentos) e outras doenças oportunistas amplificam a importância de proporcionar serviços integrados de saúde à população.

Especificamente, o Banco ficaria comprometido a: proporcionar pelo menos USD 250 milhões por ano a iniciativas contra VIH/SIDA, baseadas na demanda dos países, e a instituir um fundo de incentivos concessionais de USD 5 milhões por ano, para promover o fortalecimento de capacidade, análise e componentes de projectos de VIH/SIDA em sectores-chave tais como saúde, educação, transporte, gestão do sector público e outros projectos sectoriais.

“Após 25 anos, chegou a hora de aplicar as lições da experiência e intensificar o que está a dar certo. Com a sua Agenda para Acção, o Banco Mundial reafirma o seu antigo compromisso de ajudar os países associados a atingir … o acesso universal … à prevenção, tratamento, atenção e apoio a portadores de VIH, integrando a SIDA nas suas agendas nacionais de desenvolvimento, intensificando … as respostas e fortalecendo os sistemas nacionais”, diz Peter Piot, Director Executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre VIH/SIDSA (ONUSIDA).

O Banco Mundial é, com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (UNESCO), o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Criminalidade (UNODC), Fundo Populacional das Nações Unidas (UNFPA), o World Food Program (WFP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), um dos dez co-patrocinadores do ONUSIDA. A Agenda para Acção será posta em prática no contexto desta parceria.

 





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