Click here for search results
Online Media Briefing Cntr
Embargoed news for accredited journalists only.
Login / Register

A crise econômica está refazendo as relações do poder global, afirma Zoellick

Available in: 日本語, Deutsch, Español, العربية, English, Français, русский, 中文, Türkçe
Press Release No:2010/085/EXT

Contatos:
Em Istambul: David Theis, (202) 203-0601
dtheis@worldbank.org
Em Washington: Carl Hanlon, (202) 460-8526
chanlon@worldbank.org

WASHINGTON, D.C., 28 de setembro de 2009 – A crise econômica global está contribuindo para mudanças nas relações de poder no mundo que terão impacto nos mercados de divisas, políticas monetárias, relações comerciais e papel dos países em desenvolvimento, afirmou Robert B. Zoellick, Presidente do Grupo Banco Mundial.

Em discurso antes das Reuniões Anuais em Istambul, Turquia, do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, Zoellick disse que os líderes deveriam reformular o sistema multilateral e criar uma “globalização responsável” que incentive um crescimento global equilibrado e estabilidade financeira, envide esforços globais para enfrentar a mudança climática e aproveite a oportunidade de ajudar os mais pobres.

“A antiga ordem econômica internacional estava lutando para manter a mudança antes da crise”, disse Zoellick a um grupo de pessoas na Escola de Estudos Internacionais Avançados Paul H. Nitze da Johns Hopkins University em Washington, D.C. A insurreição atual revelou os imensos hiatos e as necessidades prementes. Já é hora de recuperarmos o terreno perdido e irmos adiante.

Em discurso intitulado “Após a crise?”, Zoellick afirmou: A revisão por pares de um novo Contexto para Crescimento Forte, Sustentável e Equilibrado acordado na Cúpula do G-20 realizada na semana passada é um bom começo, mas exigirá um novo nível de cooperação e coordenação internacionais, inclusive uma nova disposição para levar a sério as constatações do monitoramento global. A revisão de pares terá que ser pressão de pares.

Foi também importante para o G-20 lembrar os países que não estavam na mesa. Conforme ficou acordado em Pittsburgh na semana passada, o G-20 deve tornar-se o principal fórum para a cooperação econômica internacional entre os países industrializados desenvolvidos e potências em ascensão. Mas ele não pode ser uma comissão independente. Nem pode ignorar as vozes de mais de 160 países que ficaram de fora.

A forte resposta da China durante a crise econômica e a rápida recuperação ressaltaram sua crescente influência como força estabilizadora na economia global de hoje. Mas seus líderes enfrentam desafios causados pelo rápido crescimento do crédito e a dependência de exportações por parte da economia.

Os Estados Unidos, por sua vez, foram fortemente atingidos pela crise. Suas perspectivas dependem se focarão grandes déficits, se recuperarão sem inflação e reestruturarão seu sistema financeiro. Os Estados Unidos têm um histórico de recuperação de adversidades. “Mas os Estados Unidos estariam enganados se dessem como certa a condição do dólar como a principal moeda de reserva do mundo”, afirmou Zoellick. Com relação ao futuro, haverá um número cada vez maior de alternativas para o dólar.

A crise trouxe à atenção dos legisladores o papel significativo desempenhado pelos bancos centrais Os bancos centrais tiveram bom desempenho ao irromper a crise, mas seu papel na reestruturação foi menos convincente. “Nos Estados Unidos será difícil conferir mais autoridade aos tecnocratas independentes e poderosos da Reserva Federal”, afirmou Zoellick. “Minha leitura sobre a gestão da crise recente é que o Departamento do Tesouro precisaria de mais autoridade para reunir um grupo de diferentes reguladores. Além disso, o Tesouro é um departamento do Executivo e, portanto, o Congresso e o público podem supervisionar mais diretamente de que modo ele utiliza qualquer autoridade adicional.”

Os países em desenvolvimento já estavam em ascensão antes de crise e sua posição foi reforçada ainda mais por ela. Sua parcela crescente na economia mundial foi um desenvolvimento positivo. “Olhando mais além, um modelo de crescimento mais equilibrado e mais inclusivo para o mundo se beneficiaria de vários polos de crescimento, disse Zoellick. “Com investimentos em infraestrutura, pessoas e empresas privadas, os países da América Latina, Ásia e o Oriente Médio em sentido mais amplo poderiam contribuir para um “Novo Normal” para a economia mundial.

Para obter informações mais detalhadas sobre o programa do Banco Mundial, favor consultar o site www.worldbank.org.




Permanent URL for this page: http://go.worldbank.org/YPWBIZIGZ0